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Fisgada na coxa: o que a lesão do Raphinha pode ensinar sobre o seu corpo?

 

 

Copa do Mundo! O Brasil conseguiu avançar até as oitavas de final. Mas o futebol, além de emoção, é movido pela explosão e pela velocidade. É exatamente nesse limite, entre o talento e o esforço máximo, que o corpo muitas vezes cobra o seu preço.

Vimos Raphinha, no jogo contra a Escócia, deixar o campo com o diagnóstico: lesão muscular no posterior da coxa. Mas, afinal, o que isso significa na prática? 

O que é o "posterior de coxa"?

Pense neles como o sistema de freios ABS do seu corpo. Os isquiotibiais: os músculos que ficam na parte de trás da coxa.

Eles não servem apenas para o movimento: são eles que garantem a estabilidade do joelho durante uma frenagem brusca e a potência necessária para aquela arrancada explosiva. Ou seja, em 90 minutos de jogo, esses músculos estão sendo exigidos ao limite máximo de sua capacidade elástica.

Quando o "elástico" chega ao limite

Como o posterior trabalha quase sempre em posições de alongamento extremo, ele se comporta como um elástico. Se esse elástico estiver sobrecarregado ou mal preparado, ele pode sofrer micro-rupturas (como aquele elástico antigo, cheio de "fiapos" e fissuras) ou, em casos mais graves, romper completamente.

Como não existe uma "lesão padrão", a medicina utiliza uma escala de gravidade para classificar o dano:



Grau

Gravidade

Característica Clínica

Perda de Função

Grau I

Leve

Microlesões nas fibras; dor localizada.

Mínima ou inexistente; atleta consegue caminhar.

Grau II

Moderada

Ruptura parcial de fibras musculares.

Perda de força e dor aguda ao contrair ou alongar.

Grau III

Grave

Ruptura completa ou severa do músculo/tendão.

Perda total de função; incapacidade de caminhar sem apoio. 

 

É comum vermos a imprensa perguntando: "quando eles voltam?". A verdade é que a resposta não está no calendário, mas na função.

A ciência moderna nos mostra que não basta o tempo passar ou a dor sumir. O retorno seguro exige que o atleta recupere a força excêntrica — aquela capacidade de segurar o movimento sem romper. Se o atleta voltar antes de o músculo estar totalmente preparado, o risco de uma nova lesão (a temida reincidência) dispara.

Por isso, a comunicação cautelosa da CBF é, na verdade, uma postura clínica correta: proteger o atleta da pressão externa enquanto ele reconstrói a performance dentro do protocolo de reabilitação.

Você não precisa ser um jogador de seleção para sofrer com esse tipo de lesão. Aquela "fisgadinha" estranha durante a pelada de fim de semana ou na academia é, muitas vezes, o aviso que o seu corpo dá antes de uma parada forçada.

Não espere a lesão tirar você de campo. Quer prevenir futuras lesões ou entender como preparar seu corpo para o próximo nível?

A Fortis Fisioterapia está pronta para te atender com o mesmo nível de critério que cuida dos nossos craques.


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